Algumas vezes perdi-me nas emoções de te ter, de te ver. Nas sensações de te querer. Apostei o meu futuro e as apostas nem sempre se ganham. O jogo é um risco e não quero viver riscos no amor. Não quero a dor, quero a paixão, o calor, o fervor dos nossos corpos juntos.
Longe de ti só sinto o teu cheiro, é a única maneira de matar as saudades. É foleiro eu sei mas já nem para as fotografias consigo olhar, pois as lágrimas tapam-me a visão. Faz bem chorar eu sei. Também não há problema pois não uso maquilhagem, sou homem, sim os homens também choram. Têm sentimentos, vivem os momentos. Não folheiam as páginas da vida como se folheassem uma banda desenhada do Tio Patinhas. Há livros que não queremos que acabem, só nos dá vontade de folhear, folhear e amar.
A melancólica sensação de vazio começa a ganhar forma e o pior de tudo é que essa fôrma depois de ir ao forno, seca, coze, atinge elevadas temperaturas. O fim mesmo assim é gélido, tão frio que quase dá para esquecer que estamos tristes e fartos do toque dos nossos lábios.
Tirando a pressa de chegar ao cruzamento que o destino nos reservou, só nos resta mesmo aguardar que uma das estradas ou caminho de cabras, consiga preencher o vazio deixado no meio do meu coração. Se é a solução não sei, mas talvez nos afaste da sombra, do medo, da escuridão. Talvez haja luz, sol ou luar. Talvez haja o brilho do sol na ria ou o reflexo da lua no mar. Há-de haver vontade de acordar. Um acordar suave, limpo, cheio de saudade do teu rosto. O desgosto nem sempre é mau, aprende-se muito com os erros. Constroem-se sonhos como castelos de cartas. Mas basta um sopro, uma pequena acção para que tudo desabe no chão. Sim esse mesmo chão onde tantas vezes te dei prazer, hoje recolho as cartas caídas. Estou de mãos atadas, sem um único trunfo para cortar a jogada que pode ser a última do nosso torneio. Estou seco, vou ter de jogar a manilha, a tal dos corações vermelhos. Rezo para que o destino te tenha colocado na mão o Às de copas. Mesmo assim acredito que se não o tiveres, alguém o terá. Alguém me amará. E por fim terei que esquecer aquele teu cheiro.
NÃO DEIXES QUE A TRISTEZA DO PASSADO E O MEDO DO FUTURO TE ESTRAGUEM A ALEGRIA DO PRESENTE...
- André Belo
- Benvindo(a) ao que espero não ser só mais um blog!
quarta-feira, abril 25, 2007
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2 comentários:
Que lindo!muita inspiração, boa escrita. Kiss
De vez em quando lá vêm uns flashes, pego na caneta e o papel, depois nos dedos e nas teclas e voilá fica na net para todo o mundo (+ arredores) ver!!
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